Vigília do Renovo




Toda vez que se aproxima o final de um ano nasce com ele uma reflexão. Ainda que muitos considerem um tempo de festas, fato é que a consciência traz à memória os feitos e não-feitos do ano, os acontecimentos marcantes e as histórias vivenciados.

Certo poeta indagou: quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, ao qual se deu o nome de ano, industrializando a esperança e fazendo-a funcionar no limite da exaustão? O poeta ainda conclui que doze meses são suficientes pra cansar qualquer humano e fazê-lo entregar os pontos, mas aí chega o milagre da renovação de um novo ciclo, com nova vontade de se acreditar que tudo será diferente. Será, poeta?

Dois mil e vinte e um foi um ano marcante, e a igreja do Senhor nesta terra se sentiu mais próxima de estar com Cristo. Perdemos irmãos queridos numa pandemia que multiplicou o número de mortos, estes irmãos deixaram uma lacuna em nossos corações, mas o que a morte pode fazer ao cristão, se não entregá-lo a Jesus? “Onde está, ó morte, a sua vitória?” (1 Coríntios 15:55a).

Um dos homens mais sábios que passaram por esta terra já deixou registrado que o coração humano faz planos, mas a resposta certa vem dos lábios do Senhor.

Apertado pela multidão, o Mestre Jesus ensinava que havia um homem muito próspero, cuja a terra tinha produzido com extravagante abundância, ao ponto dele não saber o que fazer para estocar tanto fruto de suas colheitas. Planejou derrubar seus depósitos e construir celeiros ainda maiores, pra comportar tanta abundância. A satisfação dele era tamanha que planejou anos de descanso. Nos tempos modernos, talvez uma viagem a Paris, com compras nas melhores grifes, um pulo a Nova Iorque, pra curtir o Natal na neve, ou quem sabe conhecer a Suíça ou os reinos e castelos exuberantes desta terra. O discurso do homem próspero era: olhe, alma, você já tem em depósito muitos bens, para muitos anos, agora chegou sua vez: descanse, coma, beba e folgue. Contudo, ele não sabia que naquela noite sua alma seria recolhida e pedida para prestações de contas. Seria o fim de planos, sonhos e conforto. Tal homem foi chamado de louco. Ora, que mal há em planejar e celebrar as conquistas terrenas? Nenhum! Mas o homem que não deposita seu futuro à vontade soberana de Cristo, consciente de que seus reais tesouros estão na eternidade, é louco.

O discurso do ímpio é: a vida é curta, vamos desfrutá-la; o discurso do cristão é: a eternidade é longa, vamos nos preparar para desfrutá-la. 🙏🏻 Qual sua expectativa para o próximo ano? Seja lá qual for, que você tenha em seu coração que as aflições deste tempo presente não são para se comparar com a glória que há de ser revelada a quem entrega seus sonhos ao Pai.

A esperança da igreja é Cristo! MARANATA: ora vem, Senhor Jesus!