O QUE É CULTO?

    
Culto é: “uma dedicação voluntária de louvores e honras ao Criador”. A liturgia, em si, não se constitui em culto; é necessário que ela venha acompanhada de verdadeira predisposição espiritual.

Já disse Karl Barth: “O culto constitui a ação mais momentosa, mais urgente e mais gloriosa que pode acontecer na vida humana”.

No culto, o coração da igreja pulsa, renovam-se-lhes as energias espirituais, o povo de Deus respira a atmosfera do céu, ao mesmo tempo em que leva ao Senhor as dores e aflições da terra.

Como lembra Beasley-Murray: “o culto é a ocasião em que realmente nos sentimos vivos; quando nós, seres humanos, criados à imagem de Deus, começamos a cumprir o propósito mesmo de nossa existência, a relacionar-nos com o Deus que nos fez” (Is 43.21,22).

O culto atualiza a Palavra que une a Deus o povo escolhido, fazendo-a mais presente e viva para aqueles que se congregam a seu chamado, assim abre aos membros do povo escolhido o caminho do serviço, fortificando-lhes a fé, estimulando-lhes a esperança e despertando neles o amor divino.

O culto é o lugar venturoso de encontro dos fiéis com seu Deus, enquanto esperam a vinda de seu reino.

Muitas vezes, as pessoas se perguntam por quê existem. Para quê fomos criados? A Bíblia nos mostra que existimos para o louvor e glória de Deus. Sendo este um fato espiritual, é natural concluirmos que o culto está vinculado à nossa natureza. Nascemos com um "instinto cultual".

Tal afirmativa é endossada pelos historiadores, antropólogos e arqueólogos. Em todas as civilizações de todos os tempos, encontra-se presente o fenômeno chamado "culto". O culto é a expressão da fé. É o tributo de honra, louvor e serviço àquele que se venera.

Quem é que se venera? Bem... nesse ponto as civilizações não se entendem. Os alvos do culto humano têm sido os mais diversos possíveis. Há quem adore o sol, a lua, as estrelas, os rios, os animais. Outros veneram o seu semelhante, vivo ou morto, ou imagens de sua própria criação.

Mais longe vão os que espiritualizam o culto : adoram espíritos que são identificados por centenas ou milhares de nomes. Em muitos povos foi constatada também a adoração a um "ser supremo", criador de todas as coisas. Provavelmente, tais pessoas tiveram algum tipo de experiência espiritual genuína. Entretanto, é através do povo de Israel que o criador se apresentou à humanidade.

Jesus disse: "Vós adorais o que não sabeis. Nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus" (Jo 4.22). Aleluia! Aí está aquele que deve ser o alvo de culto de todo ser humano: o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Os judeus são o nosso ponto de referência religiosa na história. Portanto, convém que nos dediquemos a conhecer aspectos do seu culto que nos serão de grande utilidade no entendimento de nossas práticas atuais.

Enquanto muitos se perdem em cultos vãos, adorando ao que não se deve, a Bíblia nos mostra que Deus está à procura de verdadeiros adoradores. Antes de buscar pregadores, intercessores, evangelistas, etc, o Senhor procura pessoas que se dediquem a cultuá-lo.

O culto a Deus está fundamentado no conhecimento que se tem dele. À medida que o conhecemos, o adoramos. O verdadeiro culto é um relacionamento purificador e transformador com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Que o Senhor nos ajude a encontrar as diretrizes do culto que o agrada. Esta questão é a principal. Normalmente, temos o hábito de fazer avaliações dos cultos em que participamos. Depois dizemos: "Não gostei do culto hoje", ou, "fiquei muito satisfeito com o culto".

Falamos como se o culto fosse dirigido a nós. Deus nos livre de usurparmos a glória que lhe é devida. Que ele nos abençoe e que possamos ser encontrados como aqueles que adoram ao Pai em espírito e em verdade.