Leni Almeida Arcari




“A Paz do Senhor Jesus amados irmãos!

Em poucas palavras gostaria de contar como o Senhor me aceitou, como Ele me deu uma oportunidade. Cresci em um lar católico não praticante, fiz primeira comunhão, mas depois disso nunca mais frequentei. Aos 16 anos conheci a palavra do Senhor em uma igreja Batista, participei por alguns meses, mas não me firmei. O tempo foi passando e eu deixando as coisas de Deus de lado, ciente que se não consertasse a minha vida não alcançaria a salvação. Com 19 anos entrei em depressão, pois meu noivo veio a falecer. Eu estava mergulhada em tristeza e angústia, e meu caso piorou quando recebi a visita de um pastor em minha casa que me disse que pela conduta e pelas atitudes do meu ex-noivo, ele teria sido condenado ao inferno. Aquilo martelava na minha cabeça: ‘Sofrimento eterno’. Foi então que minha tia – que era evangélica-  me convidou para fazer uma campanha na igreja que ela frequentava para que assim Deus limpasse meu coração. Comecei a ir aos cultos e a fazer propósitos. Quando enfim me recuperei do luto e saí daquela aflição, novamente me desviei dos caminhos do Senhor, fui para o mundo. Cigarros, bebidas e passar noites em claro em baladas eram a minha realidade. Minha felicidade era passageira, como a semente do Evangelho tinha sido plantada em meu coração sabia que tudo aquilo que eu vivia era vil e abominável aos olhos de Deus.

Por muito tempo fui negligente, até que com 26 anos uma angústia começou a corroer a minha alma: Deus estava me chamando. Nada mais que eu fazia me alegrava. Comecei a aumentar o consumo de álcool e a ida a bares e danceterias, mas nenhuma dessas ações me trazia paz. Por causa disso, aceitei o convite de uma colega de trabalho para ir à igreja. Chegando lá o cantor Mattos Nascimento estava contando o processo da sua conversão, e Deus falava fortemente comigo, chorei aquele culto inteiro. Ao final do testemunho ele perguntou quem gostaria de receber oração, e eu fui a frente, quando dobrei meu joelho parecia que um filme passava pela minha cabeça, percebi como minha vida estava errada. Depois que levantei, algumas obreiras me conduziram a uma sala onde um irmão começou a dar orientações para mim e para as outras pessoas que tinham atendido aquele apelo. Ele dizia: ‘agora que vocês aceitaram a Jesus como salvador…’  no momento que ouvi aquilo me desesperei, não tinha aceitado a Jesus, só tinha ido perto do altar receber oração. Eu sabia que teria que mudar de vida, tinha a consciência que a porta era estreita. Mas em meu coração havia uma resistência muito grande por conta da vaidade que vivia, não conseguia me imaginar deixando tudo aquilo para agradar a Cristo. Quando voltei para o meu lugar minha colega disse: ‘hoje você se casou com Jesus, não pode ir para um lado e Ele para outro’. Fiquei extremamente temerosa com o que tinha acontecido e tentando me convencer que ser cristã não era algo para mim. Naquela noite sonhei nitidamente com a volta do Senhor, o que me deixou com mais temor ainda. Mesmo com aquela dúvida, continuei indo aos cultos e aos poucos fui deixando maquiagem, bebida alcoólica, cigarro e as roupas sensuais de lado, mas ainda não estava 100% transformada. 20 dias depois de ter tomado essa decisão fui convidada por outra amiga para ir em uma festa, ela levaria um colega para me conhecer e mostraríamos a cidade para ele – já que viria de São Paulo e seria sua primeira vez em Curitiba. Neste dia, antes de sair de casa, fiz prova com Deus. Pedi para que Ele tirasse toda vaidade do meu ser, caso tivesse algum plano para minha vida. Quando cheguei e conheci este rapaz, logo comecei a beber e fumar, até que este jovem teve que sair para ir buscar outros amigos. Enquanto esperava ele voltar, comecei a observar uma jovem que dançava próxima a mim. Quando a luz bateu em seu rosto, Deus me mostrou a tristeza da sua alma, uma moça tão linda, mas com uma amargura profunda em seu coração. O Senhor me revelava que se eu não tomasse uma decisão naquele momento, estava fadada a viver em angústia como aquela mulher. Na mesma hora, fui embora e nunca mais voltei para um ambiente como aquele. Aos poucos fui me libertando de tudo aquilo que me aprisionava no mundo, tive um real encontro com Deus e queria viver para Cristo.

Analisando tudo o que passei, vejo que meu testemunho de conversão é semelhante a parábola do semeador (Mateus 13:3-9; Marcos 4:2-9; Lucas 8:5-8). A semente caiu ao pé do caminho, e as aves comeram. Em outro momento entre pedregais, que se expirou por não ter raízes profundas. Caindo também entre os espinhos que a sufocaram. Até que então, caiu em terra boa e deu fruto”.

Testemunho contado pela irmã Leni Almeida Arcari.


Data do batismo: 25/ 07/1993