Cuidado Diário na Relação Conjugal




“O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”
1Co 13:4-7

A paz do Senhor, queridos irmãos!
Relendo anotações antigas que mantenho guardadas, encontrei a pergunta que uma neta fez à avó na festa de 50 anos de casamento daquela anciã, a chamada “bodas de ouro”:

_Vovó, qual o segredo de um relacionamento tão duradouro?
_Ah, filha… Somos de um tempo em que se consertava aquilo que ia se quebrando.

E essa resposta nos parece apropriada para definir o número assustador de divórcios em nossos dias. A vida conjugal carece de um exercício diário para manutenção da relação – ou, do contrário, irá acontecer o assassinato dos sentimentos. Deve haver constância nos pequenos gestos de gentileza, de cuidado mútuo pelo bem-estar do cônjuge, alimentando o amor do casal. Não podemos negligenciar jamais; precisamos estar atentos às investidas do diabo contra o matrimônio.

Em visitas para aconselhamentos, encontramos ambientes hostis, casais que mal se falam, que se tratam como verdadeiros inimigos e, quando se analisam as motivações, vê-se que são questões às vezes simples, mas que não são tratadas; uma vai somando à outra, o coração vai se fechando, endurecendo e formando uma enorme barreira; sentimento rancoroso e mágoa vão tomando conta – e o amor se esvai. Muitas situações que temos presenciado poderiam ser evitadas com um simples e sincero pedido de desculpas, com uma demonstração de carinho e afeto – isso certamente conteria a ira, conforme Provérbios, capítulo 15, versículo 1º: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira’”.
Que o Todo Poderoso nos faça sábios para cuidarmos do nosso maior patrimônio: a família que Ele nos deu.

Pr. Ângelo Fernandes