A P R E S E N T A Ç Ã O




“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal”.
João 17:15

Sim, esta é a dura realidade em que vivemos: estamos no mundo. E mesmo que não queiramos (Maranata!), fazemos parte dele – pelo menos no aspecto material.
Glorificado seja nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo que, por sua maravilhosa graça, resgatou-nos do pecado e do mundo de trevas através do santíssimo sacrifício na cruz! Isso nos permitiu romper com o mundanismo e com o vínculo terreno que se opõe à comunhão com o Eterno (Jo 17:16); uma vez que Cristo seja recebido em nós, se permanecermos em amizade com o mundo seremos inimigos de Deus (Tg 4:4).
No entanto, conforme mencionado, mesmo com a nova natureza recebida estamos fisicamente nesta Terra, realidade intrínseca a nossa própria humanidade. E enquanto aqui estivermos, não há como fugir: precisamos trabalhar, estudar, comprar, vender, alugar, emprestar, permutar, tratar, vestir, tirar documentos, reconhecer fé pública nos cartórios, registrar, assentar os nascimentos, casamentos e óbitos, construir, pagar tributo, ir, vir, dirigir, transpor, contrair obrigações, residir, consumir, cuidar, contratar, proibir, permitir, lutar, se defender, aposentar – e uma série infinda de verbos que, por ora, vou resumir em um: VIVER. Nesta vida não há como fugir. E se para tentar se escapar você fugir para uma ilha deserta, estará descumprindo o “ide” do Senhor (Mc 16:15), que é exatamente estar em contato com as pessoas para anunciar Cristo. Sim, meu querido irmão: mesmo sendo cristão e servo de Deus, é preciso viver.
E mais: o fato de servirmos ao Senhor não nos permite que vivamos conforme nosso bel-prazer: “não cumpro vontade de homem, apenas a vontade de Deus”. Não há verdade nisso. Porque é a vontade de Deus que você cumpra a lei dos homens: há regramento para a vida em sociedade, ninguém deve agir “como bem entender”. O Senhor constituiu autoridades e seus poderes – e se até o “mundo” obedece, o cristão deve ser duplamente fiel – ao Senhor e ao Direito. Assim nos ensina a Palavra do Senhor em Romanos 13:1-7:

“Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as que existem foram ordenadas por Deus.
Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Porque os magistrados não são motivo de temor para os que fazem o bem, mas para os que fazem o mal. Queres tu, pois, não temer a autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela; porquanto ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador em ira contra aquele que pratica o mal.
Pelo que é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa da ira, mas também por causa da consciência.
Por esta razão também pagais tributo; porque são ministros de Deus, para atenderem a isso mesmo.
Dai a cada um o que lhe é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. ”
Romanos 13:1-7

Como servos, precisamos cumprir o nosso dever. Aos corruptos, fique tranquilo: o Senhor há de trata-los, segundo sua vontade.
Felizmente, não se trata apenas de uma via única de obrigações. Há bençãos. O próprio Senhor Jesus, no versículo mencionado no cabeçalho, orou para que fôssemos guardados do mal. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia, guarda de Israel. E quando pediu ao Pai para que fôssemos “livres do mal”, também estava incluído para que fôssemos guardados das injustiças. Sim, meu amado: além de cristão, você também é cidadão, e é lícito que lute pelo que lhe pertence, que reclame quando for subtraído, que busque as garantias que a lei terrena lhe resguarda. Às vezes perdemos bênçãos – ou deixamos de recebe-las – por desconhecimento. E sobre isto, em outro contexto, já havia profetizado Oséias: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; […]. Os. 4:6a.”. Infelizmente, muitos não tiveram oportunidade/acesso aos direitos que lhe são devidos.
A injustiça é uma doença da alma. Quando reparada, produz segurança, consolo e paz – sendo esta última a principal finalidade do Direito. Deus é Justo e ama: o Juízo (Sl. 33:5; 45:7), os que seguem a Justiça e os que vivem em retidão (Pv. 15:9; Sl. 11:7).
E mais uma vez, glorifico a este Deus tão maravilhoso e bendito que me oportuniza contata-los diretamente através desta via para auxilia-los em questões jurídicas das mais diversas ordens – desde os problemas corriqueiros do cotidiano até questões mais complexas. Se foi para este tempo que Deus reservou, eis aqui a serva do Senhor – que Ele cumpra em mim segundo a sua vontade.
Conto com vocês nesta caminhada pelas veredas jurídicas. Sejam todos bem-vindos!
Graça e Paz sejam convosco!

De sua irmã em Cristo,

Tatiane Nascimento

“E o efeito da justiça será paz, e a operação da justiça, repouso e segurança para sempre.
Isaías 32:17