A brevidade da vida




“Dá-me a conhecer, Senhor, o meu fim e qual a soma dos meus
dias, para que eu reconheça a minha fragilidade. Deste aos meus
dias o comprimento de alguns palmos; à tua presença, o prazo da
minha vida é nada. Na verdade, todo homem, por mais firme que
esteja, é pura vaidade”.
Com efeito, passa o homem como uma sombra; em vão se inquieta,
amontoa tesouros e não sabe quem os levará.
E eu, Senhor, o que espero?
Tu és a minha esperança”. Salmo 39:4-7

O filósofo Sêneca, desde os tempos da Roma Antiga, já escreveu
sobre a brevidade da vida. Segundo ele, “o tempo presente é
brevíssimo, ao ponto de, na verdade, não ser percebido por alguns
“.
Isso nos traz a percepção do quanto nossa jornada na terra é
passageira, principalmente quando comparada à eternidade.
O tempo ameniza a dor das perdas, fecha feridas, traz experiências
e, em alguns casos, traz até beleza (quem nunca ouviu a máxima:
“o tempo te fez bem”?). Portanto, esse mesmo tempo tem um lado
sombrio. Junto com as experiências, ele traz também as marcas da
velhice, evidencia as rugas e as cãs, e ainda leva consigo a força
da juventude.

Por conseguinte, nos cabe a reflexão: como estamos fazendo uso
desse tesouro que nos é dado? Será que estamos vivendo a vida
com uma perspectiva eterna, aproveitando bem as inúmeras
chances que Deus nos dá todo dia ao nos despertar pela manhã?
Não podemos “gastar” o tempo impensadamente. E o tempo de
comunhão com Deus deve ser sempre a nossa prioridade. São
nesses momentos que recebemos instruções da parte de Deus e
somos fortalecidos, sustentados e alimentados. Façamos como
Moisés: “Ensina-nos a contar nossos dias, para que alcancemos um
coração sábio”. (Salmo 90:12)

Noemi Santos